Um dia de novembro, caminhava numa vegetação ao longo dum ribeirão preto encantador.
Subitamente, ouvi uma voz: uma hera se dirigia a mim:
“tem gente estranho que passa por aqui. O outro dia, um homem que poderia ter sido um psicologo, dizia a sua companheira:
’a hera é uma planta nociva que asfixia a árvore  sobre qual ela trepa. Deveria ser erradicada da floresta.’
Disse-me: não só ele interpreta, o burro, mas além disso ele condena.
Ele não sabe que a hera precisa estender seus braços  longos e finos, suas pernas longas e finas em toda a volta de sua árvore preferida.
Ela precisa deste apoio sólido, permanente.
A árvore também precisa sentir este contato enlaçante e firme. Além disso,  a árvore está assim protegida do tempo frio como dos calores grandes.
Ela precisa de minha presença, como eu da sua.
Que eu seria sem ela? Uma criatura rasteira, incapaz de se levantar e de se estender na direção das alturas, do sol.
Que será  triste a vida numa vegetação sem luz, sem desejo de grandeza, de vibração no ar?”
Assim falou a hera.
Escuta a voz da natureza

Jean Marc

Um sonho de ano novo

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