Olhar Interior, 06 de outubro de 2013

Educação, educadores!

Saio caminhando e atravesso calçadas feias e ruas também. Muitos carros. Chego a uma loja que ainda não abriu. Pessoas aguardam, entre elas uma jovem, em estágio avançado de gravidez. Algumas pessoas sentadas numa murada e em alguns bancos. Ela em pé e ninguém cede seu lugar para a gestante. Retorno de ônibus e em pé, vejo idosos viajando ao sabor do estado de espírito do motorista e do trânsito que o enerva. Vários jovens sentados, com fones de ouvido, escutando música ou digitando mensagens em seus facebooks e celulares, alheios a quem está perto. Desço e sigo para casa e as mesmas calçadas, aquelas, que todos conhecemos, agora com carros que estacionam em estabelecimentos comerciais, que nos retiram do caminho para as ruas e passamos, desproporcionalmente, a competir com ônibus, carros, motos e bicicletas. Uma árdua tarefa – existir como cidadão e caminhar tranquilo por uma cidade como a nossa. Claro que existem exceções, mas elas estão longe, a continentes de distância. Por isso, e por tanto, a única reserva de luta e possibilidade de mudança é através dos professores e pais. Somente estes heróis, cada grupo em seus domínios, casa e escola, podendo juntos e, cooperativamente, transformar uma sociedade insensível e perversa em comunidades cuidadosas e promotoras de cidadania. Urge legarmos, para as próximas gerações, uma educação que premie o respeito às pessoas e que estas vejam e enxerguem o Outro e a Vida.

Jayme Panerai Alves/ jayme@libertas.com.br

Filosofia

Um professor de filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro. – Provem-me, por escrito, que esta cadeira não existe. Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto. No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras numa folha de papel e entrega-a ao professor… Este, quando a recebe, não conteve um largo sorriso depois de ler: “Que cadeira?”

Quero saber

Tenho um filho de 15 anos, que não quer estudar, ainda que seja aluno de um bom colégio da rede privada. Já dialoguei muito com ele sobre a necessidade do estudo para a sua formação e para o exercício de uma profissão. Não o obrigo, apenas o aconselho. Não tenho obtido resultado com essa minha tolerância. O que fazer? Vinicius.

Resposta

Caro Vinícius,

Tente insistir num diálogo com base na “escuta ativa”, onde mais do que falar, você possa lançar perguntas para seu filho, tais como, o que representa o estudo para ele? O que deseja para a vida profissional? Quais seus projetos de vida? E negociar “limites com afeto”, conscientizando-o de que se ele não dá conta de sua responsabilidade, que é o estudo, ele também será privado de algo de seu interesse.
Você pode buscar também uma ajuda profissional, como uma terapia familiar, para lidar melhor com esta dificuldade. Boa sorte!

Silvana Oliveira – Psicóloga