Olá, como vai…

Existe uma música cantada pelo Chico Buarque de Holanda que inicia assim: duas pessoas se encontram num sinal de trânsito, apressadas. A pressa do Homem Apressado homem.

Andando pelas ruas de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, percebo que muitas pessoas nem olham as outras ao passarem. Muito menos cumprimentam-se. Menos ainda olham-se nos olhos.

Percebo o medo por trás da atitude de introspecção que exclui os outros. O medo do Homem. Homem com medo. As mulheres com mais medo, imposto pla violencia históricamente masculina. A sociedade e os governos permitiram que se construisse essa barreira à comunicação humana.

Hoje precisamos – professores, pais, gerentes, formadores – dissolver estes muros.

O que diferencia o homem dos animais é o Verbo. A comunicação. A Palavra. Esta ao longo das épocas foi sendo muito utizada para expressar fofoca, boato, agressividade, ao invés de afetos, cooperação e aproximação entre as pessoas.

Experimente amanhã, cumprimentar as pessoas que você encontrar de manhã. Mesmo as que nunca viu antes. Veja suas reações. Olhe nos seus olhos.

O bom da viagem não é a chegada. É a paisagem ao redor. Aproveitemos as maravilhas dos olhares, olhos e cores, existentes nas pessoas. E os sons que saem das pessoas.

Bom dia.Oi. Oi. Ô. Ôpa. Ei. Epa.

Descobrir essa sonoridade e esta coloração, pode ser um bom exercício cotidiano. Capaz de nos fazer mais próximos uns dos outros.

Compreendendo que somos, analogamente, todos, células de um grande e belo organismo que é a humanidade.

Jayme Panerai

Psicólogo e diretor do Libertas Comunidade
Coluna semanal do JC OnLine