Olhar Interior, 20 de outubro de 2013

Afeto expresso

Ao longo dos anos, temos presenciado, invariavelmente, o quanto o afeto transforma a vida das pessoas, na comunicação, na inclusão nos grupos e no senso de pertencimento nas equipes. O afeto e sua manifestação trazem a pessoa para sua mais primitiva natureza. A de ser Amor. Mas, isso não acontece quando o verniz social está presente, somente quando a essência está. Então, os olhos podem ver e enxergar. Normalmente, nos trabalhos da Psicologia Corporal, existe uma série de exercícios que culminam com atividade de confiança. É neste momento, quando as pessoas dão-se as mãos e se olham nos olhos, que acontecem os verdadeiros encontros. Duas pessoas, de mãos dadas e se olhando em silêncio. Nenhuma palavra. Nenhuma possibilidade de fugir do Verdadeiro encontro humano. Quando o abraço não social surge ele vem pleno de afeição. E então, muitas vezes, as barreiras se dissolvem e as dificuldades de comunicação se rompem. Com frequência, nos esquivamos culturalmente da troca de afetos por conta do machismo, dos preconceitos, dos julgamentos. A moral convencional impede abraços inteiros e permite semiabraços rápidos, fugidios, superficiais e sem contato. Demonstrar afeto é construir relacionamentos e vínculos. Expresse. Sem vergonha.
Jayme Panerai Alves – jayme@libertas.com.br

Amigos

Diz uma lenda árabe que dois amigos que viajam através do deserto, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu um tapa no outro. A vítima, sem nada dizer, escreveu na areia: Hoje meu melhor amigo me bateu na cara. Dias depois chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho. Aquele que havia sido esbofeteado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Após a recuperação levou uma caneta e escreveu em uma pedra: Hoje meu melhor amigo salvou a minha vida. Intrigado, o amigo perguntou: – Por que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora você escreve em uma pedra? Sorrindo, o amigo respondeu – Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão apagará rápido, mas, quando gravamos na memória do coração, gravamos também na pedra onde vento nenhum pode apagá-lo.

Quero saber

Como dizer não na hora certa aos meus filhos?

Letícia

Resposta

Prezada Letícia,

As crianças precisam aprender a lidar com o sim e o não.

Dizer não sempre que os pais avaliarem que ´não é possível atender aos desejos das crianças ou que o que elas estão fazendo é perigoso ou por outro motivo. O importante é explicar claramente os motivos do não. O não é uma forma de dar limites e estes são estruturantes e necessários para a formação da personalidade.

Atenciosamente,

Grace Wanderley de Barros Correia – CRP 02/0279

As perguntas devem ser enviadas para libertas@libertas.com.br