Reich
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Peste Emocional

Sílvio Porto – Psicólogo/ Terapeuta Reichiano -

Wilhelm Reich fala claramente que o indivíduo com peste emocional estão continuamente tentando impor aos outros a sua maneira de viver; que desenvolve sempre, como parte de sua estrutura, uma inveja acompanhada de um ódio mortal a tudo o que é saudável; que tentará, em todas as circunstâncias e com todos os meios ao seu alcance, modificar o ambiente para que a sua maneira de viver e a sua maneira de ver as coisas não sejam postas em perigo.
O ponto mais importante a se observar, no entanto, é quanto à sexualidade do caráter peste emocional (ou simplesmente “indivíduo praga”, como também falamos) que, em geral, é sádica e pornográfica. É caracterizada pela existência paralela de lascívia sexual e moralismo sádico. Este é o âmago da estrutura de caráter da pessoa atacada pela miséria emocional. Esta estrutura desenvolve ódio amargo, contra todos os processos que provoquem a sua própria angústia de orgasmo e uma posição especialmente severa contra a sexualidade natural das crianças e adolescentes, ao passo que são totalmente cegos para todas as formas da sexualidade perversa.

A característica biofísica da pessoa pragueado é de um indivíduo de alta carga (hiperorgonótico) e com forte bloqueio genital. Portanto, estas pessoas normalmente apresentam um aspecto físico pesado (quadris largos), mas ao mesmo tempo com muita energia (principalmente no segmento oral). Então, apenas como exemplo didático de caráter peste emocional poderíamos citar (de forma caricaturesca) essas senhoras gordas, mas muito ativas, fofoqueiras e que ficam censurando o namoro dos adolescentes, criticando o comportamento dos jovens que estejam se beijando, por exemplo, citando que “no meu tempo não era assim…”. Via de regra, são pessoas religiosas e que vivem metendo o bedelho na vida alheia!

Uma característica das pessoas emocionalmente empesteadas é que normalmente elas não são líderes; elas geralmente apoiam os líderes, reverenciam um ídolo, seguem dogmas, defendem raivosamente conceitos e preconceitos, mas não se colocam de frente nas suas críticas… preferem as sombras… o anonimato… a fofoca!

É preciso entender também, que três camadas superpostas compõem esquematicamente a estrutura de caráter de um indivíduo; ou seja, há a predominância de três tipos de caráter. Uma camada terciária (que é a de formação mais tardia), outra secundária (uma vez que reune, segundo Reich, todos os impulsos considerados “secundários”) e a camada primária (a primeira e primordial, que é o núcleo vital, bioenergético do indivíduo); e saber disto já complica muito a avaliação do caráter de um indivíduo sem que se faça uma anamnese apurada de seu histórico de vida (estou falando, principalmente, das fases onde se instalam os núcleos traumáticos primitivos que se dão na gestação, parto, amamentação e 1º ano de vida – que eu chamo de GPA-1).

É preciso saber também que existe uma diferença fundamental entre o caráter de um indivíduo e traços de caráter que podem eventualmente ocorrer num determinado momento de vida deste mesmo indivíduo.

Impotência orgástica, êstase sexual, frustração genital etc. formam a base da estrutura empesteada, que compartilha com todas as formações caracteriais neuróticas. Reich nos ensinou: “O traço distintivo da peste emocional reside… no fato de que a doença se manifesta numa atitude humana que se reflete, em razão de sua estrutura caracterial biopática, nas relações interpessoais, nas relações sociais, e que adota uma forma organizada em certas instituições”.

Portanto, ninguém está total ou permanentemente isento da peste emocional; ela está inscrita em nossas estruturas; pode-se tentar neutralizá-la, lutar contra ela… mas não se pode, por definição estrutural, extirpá-la completa ou definitivamente.

Embora o assunto não se esgote nesse breve artigo, finalizo citando o que disseWilhelm Reich a respeito dos milhões de pequenos demolidores da esperança humana: “Os empesteados aglutinam-se em círculos sociais, cuja influência se manifesta sobretudo por uma opinião pública de intolerância em relação a tudo o que é amor natural. São conhecidos e temidos: sua punição golpeia toda manifestação amorosa sob falazes pretextos ‘culturais’ ou ‘morais. Além disso, põe em funcionamento um sistema elaborado de difamação e delação; essas pessoas que julgam em segredo a sexualidade sadia de seus semelhantes têm o peso de muitas vidas humanas em suas consciências.”

Fonte: http://www.portalreichiano.com/p/peste-emocional.html

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Comportamento
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Peste emocional

Grace Wanderley de Barros Correia – Psicóloga -

Reich, psicanalista que iniciou a psicoterapia corporal, utilizou em 1941 a expressão peste emocional,referindo-se a difamações, fofocas e ações negativas que as pessoas podem desenvolver com o intuito de destruir alguém. Ao longo da história da humanidade temos muitos fatos decorrentes da peste emocional, como por exemplo, o fascismo na Alemanha. Chico Buarque na sua música Geni e o Zepelin – Joga pedra na Geni, Ela é feita pra apanhar, Ela é boa de cuspir, Ela dá pra qualquer um, Maldita Geni – retrata o que significa esta expressão. Infelizmente, estamos assistindo a uma campanha eleitoral em que aparece a peste emocional, através de boatos, de falso moralismo, de desrespeito, que mais parece uma guerra dita santa. Usam-se os meios de comunicação para fofocas pessoais ao invés de se apresentar programas de gestão e ideologias políticas transparentes. È vergonhoso o baixo nível da campanha que acaba desencadeando hostilidades pouco civilizadas. Não se pode ganhar a qualquer custo, utilizando-se de qualquer meio. Concorrer com dignidade e aceitar a preferência do povo deve ser o primeiro critério a nortear nossa escolha. Escolho Dilma pela sua história política, coerência e coragem de lutar por um país justo, mesmo às custas de injustiças. Respeito o outro candidato, mas não posso concordar com o apelo emocional e o uso abusivo da inteligência de nosso povo. Desejo a todos análise crítica e lucidez na escolha do que queremos para nosso querido Brasil.

grace@libertas.com.br

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Olhar Interior
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Peste emocional

Olhar Interior, 24 de outubro de 2010

PESTE EMOCIONAL

Reich, psicanalista que iniciou a psicoterapia corporal, utilizou em 1941 a expressão peste emocional, referindo-se a difamações, fofocas e ações negativas que as pessoas podem desenvolver com o intuito de destruir alguém. Ao longo da história da humanidade temos muitos fatos decorrentes da peste emocional, como por exemplo, o fascismo na Alemanha. Chico Buarque na sua música Geni e o Zepelin – Joga pedra na Geni, Ela é feita pra apanhar, Ela é boa de cuspir, Ela dá pra qualquer um, Maldita Geni – retrata o que significa esta expressão. Infelizmente, estamos assistindo a uma campanha eleitoral em que aparece a peste emocional, através de boatos, de falso moralismo, de desrespeito, que mais parece uma guerra dita santa. Usam-se os meios de comunicação para fofocas pessoais ao invés de se apresentar programas de gestão e ideologias políticas transparentes. È vergonhoso o baixo nível da campanha que acaba desencadeando hostilidades pouco civilizadas. Não se pode ganhar a qualquer custo, utilizando-se de qualquer meio. Concorrer com dignidade e aceitar a preferência do povo deve ser o primeiro critério a nortear nossa escolha. Escolho Dilma pela sua história política, coerência e coragem de lutar por um país justo, mesmo às custas de injustiças. Respeito o outro candidato, mas não posso concordar com o apelo emocional e o uso abusivo da inteligência de nosso povo. Desejo a todos análise crítica e lucidez na escolha do que queremos para nosso querido Brasil. grace@libertas.com.br

VALOR

Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de R$100,00. Ele perguntou: “-Quem de vocês quer esta nota?” Todos ergueram a mão… Então, ele amassou totalmente a nota e perguntou outra vez: “-Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas. Ele deixou a nota cair ao chão, começou a pisá-la. “-E agora?… Quem ainda vai querer esta nota?” Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante falou então: Somos como esta nota, nada pode tirar o nosso valor, sujos ou limpos, amassados ou inteiros, o valor que realmente temos, em nada muda.

SÍNDROME DE BURNOUT

A dedicação exagerada à atividade profissional, o desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho, caracterizam o portador da síndrome de Burnout. A necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.

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Comportamento
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Peste Emocional

Grace Wanderley de B. Correia – Psicóloga –

Estamos vivendo um momento de turbulência nacional. Estão sendo desencadeados sentimentos os mais diferentes. Perplexidade, raiva, tristeza, indignação. Que horror a roubalheira às custas de milhões de pessoas que não têm sequer o que comer e nem onde morar. Que horror, também a postura de muitos parlamentares que, de forma tendenciosa e desumana, em nome da busca da verdade, inquirem acusando, opinando, julgando grotescamente, sem nenhum respeito ao outro, seja quem for o outro. Em muitos instantes me surge a imagem de leões ferozes sedentos para pegar suas presas. Noutros, o sentimento de vergonha pelo que estamos passando e assistindo. È legítimo que todo brasileiro sinta-se ludibriado, desiludido e raivoso. Mas é igualmente triste presenciarmos o ar de satisfação de muitos que aproveitam para tirar vantagem partidária, para disseminar denúncias com fofocas que confundem e tumultuam, sem nenhuma contribuição efetiva para apuração real dos fatos e para melhor esclarecimento dos verdadeiros responsáveis. Ninguém de sã consciência pode gostar do que está acontecendo. O momento é delicado e requer calma, distanciamento e sabedoria para não deixarmos que a peste emocional tome conta do país.

“Existem almas vazias que têm sede de sensações fortes para encher seu deserto interior. Elas se inclinam, por isso, para o mal.”( Wilhelm Reich, 1951).


A peste emocional se esconde disfarçada de boas intenções para ajudar o outro e a sociedade. No entanto, ela age como o cupim ou uma erva daninha que se espalha. Peste que contagia e desencadeia os impulsos mais primitivos de ódio, de vingança, de ira, de loucura que são capazes de destruir impiedosamente alguém. Já não basta o que foi feito com o então deputado Ibsen Pinheiro? Provavelmente muitos não se lembram. Mas certamente ele e a família têm o registro da maldade humana, da peste emocional. Ainda bem que a democracia vigente permite escancarar a verdade. Tirar a lama debaixo do tapete há tantos anos escondida. Desnudar esta realidade denota um amadurecimento político e possibilita uma grande aprendizagem que certamente levará ao crescimento da sociedade. Passado o tumulto não seremos o mesmo povo ingênuo e crédulo. Sem perder a esperança, estaremos todos mais fortalecidos e conscientes da necessidade de participarmos ativamente de nosso destino com autonomia e ações éticas no plano privado e público, individual e coletivo.

grace@libertas.com.br

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1 comentário

  • conceição de maria disse:

    esclarecedor, embora o direito tenha me engessado muitokkkkkk, dá pra entender que de vemos ser flexíveis com a escolhas do outro, mas é muita dificuldade, quando é na pele de alguém que vc ama, muito, falo de filhos, pois marido é algo bem a parte…penso que
    nesse aspecto sou meia(?) ou inteiramente empesteada.

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