Comportamento
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Peste emocional

Grace Wanderley de Barros Correia – Psicóloga -

Reich, psicanalista que iniciou a psicoterapia corporal, utilizou em 1941 a expressão peste emocional,referindo-se a difamações, fofocas e ações negativas que as pessoas podem desenvolver com o intuito de destruir alguém. Ao longo da história da humanidade temos muitos fatos decorrentes da peste emocional, como por exemplo, o fascismo na Alemanha. Chico Buarque na sua música Geni e o Zepelin – Joga pedra na Geni, Ela é feita pra apanhar, Ela é boa de cuspir, Ela dá pra qualquer um, Maldita Geni – retrata o que significa esta expressão. Infelizmente, estamos assistindo a uma campanha eleitoral em que aparece a peste emocional, através de boatos, de falso moralismo, de desrespeito, que mais parece uma guerra dita santa. Usam-se os meios de comunicação para fofocas pessoais ao invés de se apresentar programas de gestão e ideologias políticas transparentes. È vergonhoso o baixo nível da campanha que acaba desencadeando hostilidades pouco civilizadas. Não se pode ganhar a qualquer custo, utilizando-se de qualquer meio. Concorrer com dignidade e aceitar a preferência do povo deve ser o primeiro critério a nortear nossa escolha. Escolho Dilma pela sua história política, coerência e coragem de lutar por um país justo, mesmo às custas de injustiças. Respeito o outro candidato, mas não posso concordar com o apelo emocional e o uso abusivo da inteligência de nosso povo. Desejo a todos análise crítica e lucidez na escolha do que queremos para nosso querido Brasil.

grace@libertas.com.br

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Olhar Interior
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Peste emocional

Olhar Interior, 24 de outubro de 2010

PESTE EMOCIONAL

Reich, psicanalista que iniciou a psicoterapia corporal, utilizou em 1941 a expressão peste emocional, referindo-se a difamações, fofocas e ações negativas que as pessoas podem desenvolver com o intuito de destruir alguém. Ao longo da história da humanidade temos muitos fatos decorrentes da peste emocional, como por exemplo, o fascismo na Alemanha. Chico Buarque na sua música Geni e o Zepelin – Joga pedra na Geni, Ela é feita pra apanhar, Ela é boa de cuspir, Ela dá pra qualquer um, Maldita Geni – retrata o que significa esta expressão. Infelizmente, estamos assistindo a uma campanha eleitoral em que aparece a peste emocional, através de boatos, de falso moralismo, de desrespeito, que mais parece uma guerra dita santa. Usam-se os meios de comunicação para fofocas pessoais ao invés de se apresentar programas de gestão e ideologias políticas transparentes. È vergonhoso o baixo nível da campanha que acaba desencadeando hostilidades pouco civilizadas. Não se pode ganhar a qualquer custo, utilizando-se de qualquer meio. Concorrer com dignidade e aceitar a preferência do povo deve ser o primeiro critério a nortear nossa escolha. Escolho Dilma pela sua história política, coerência e coragem de lutar por um país justo, mesmo às custas de injustiças. Respeito o outro candidato, mas não posso concordar com o apelo emocional e o uso abusivo da inteligência de nosso povo. Desejo a todos análise crítica e lucidez na escolha do que queremos para nosso querido Brasil. grace@libertas.com.br

VALOR

Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de R$100,00. Ele perguntou: “-Quem de vocês quer esta nota?” Todos ergueram a mão… Então, ele amassou totalmente a nota e perguntou outra vez: “-Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas. Ele deixou a nota cair ao chão, começou a pisá-la. “-E agora?… Quem ainda vai querer esta nota?” Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante falou então: Somos como esta nota, nada pode tirar o nosso valor, sujos ou limpos, amassados ou inteiros, o valor que realmente temos, em nada muda.

SÍNDROME DE BURNOUT

A dedicação exagerada à atividade profissional, o desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho, caracterizam o portador da síndrome de Burnout. A necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.

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Comportamento
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Peste Emocional

Grace Wanderley de B. Correia – Psicóloga –

Estamos vivendo um momento de turbulência nacional. Estão sendo desencadeados sentimentos os mais diferentes. Perplexidade, raiva, tristeza, indignação. Que horror a roubalheira às custas de milhões de pessoas que não têm sequer o que comer e nem onde morar. Que horror, também a postura de muitos parlamentares que, de forma tendenciosa e desumana, em nome da busca da verdade, inquirem acusando, opinando, julgando grotescamente, sem nenhum respeito ao outro, seja quem for o outro. Em muitos instantes me surge a imagem de leões ferozes sedentos para pegar suas presas. Noutros, o sentimento de vergonha pelo que estamos passando e assistindo. È legítimo que todo brasileiro sinta-se ludibriado, desiludido e raivoso. Mas é igualmente triste presenciarmos o ar de satisfação de muitos que aproveitam para tirar vantagem partidária, para disseminar denúncias com fofocas que confundem e tumultuam, sem nenhuma contribuição efetiva para apuração real dos fatos e para melhor esclarecimento dos verdadeiros responsáveis. Ninguém de sã consciência pode gostar do que está acontecendo. O momento é delicado e requer calma, distanciamento e sabedoria para não deixarmos que a peste emocional tome conta do país.

“Existem almas vazias que têm sede de sensações fortes para encher seu deserto interior. Elas se inclinam, por isso, para o mal.”( Wilhelm Reich, 1951).


A peste emocional se esconde disfarçada de boas intenções para ajudar o outro e a sociedade. No entanto, ela age como o cupim ou uma erva daninha que se espalha. Peste que contagia e desencadeia os impulsos mais primitivos de ódio, de vingança, de ira, de loucura que são capazes de destruir impiedosamente alguém. Já não basta o que foi feito com o então deputado Ibsen Pinheiro? Provavelmente muitos não se lembram. Mas certamente ele e a família têm o registro da maldade humana, da peste emocional. Ainda bem que a democracia vigente permite escancarar a verdade. Tirar a lama debaixo do tapete há tantos anos escondida. Desnudar esta realidade denota um amadurecimento político e possibilita uma grande aprendizagem que certamente levará ao crescimento da sociedade. Passado o tumulto não seremos o mesmo povo ingênuo e crédulo. Sem perder a esperança, estaremos todos mais fortalecidos e conscientes da necessidade de participarmos ativamente de nosso destino com autonomia e ações éticas no plano privado e público, individual e coletivo.

grace@libertas.com.br

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