Olhar Interior
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Cem anos

Olhar Interior, 11 de agosto de 2013

Cem anos

Esta semana, minha mãe, falecida há seis anos, se estivesse viva faria cem anos de idade. No dia de seu aniversário, acessei meu coração e surgiram muitas lembranças embaladas de afeto e admiração. Nascida em Gravatá, numa época de mulheres submissas, conseguiu desenvolver um jeito determinado de quem sabia o que queria. Tendo feito apenas o curso primário, hoje ensino fundamental, falava bem o português. Quando jovem, participou de peças de teatro e já casada, escreveu um jornal em parceria com um dos filhos. Em meio a estas lembranças, experimentei uma enorme compaixão por lembrar que ela, aos trinta e seis anos, ficou viúva com a responsabilidade de manter seis filhos menores. Em meio à dor e medo, teve que dar conta e ser o esteio de adolescentes e crianças, mesmo que, subitamente desamparada, encontrou forças dentro de si que a fez seguir como mãe, mulher, fortaleza. Tudo isto, em meio a uma sociedade hostil e preconceituosa com as mulheres. Casou de novo sem se deixar ceder às pressões familiares. Gostava de viver, sem pressa de partir. Que doce lembrança, ela fazendo exercícios acompanhada das crianças, suas crias. Que emoção nos dias de seu aniversário, os filhos e as filhas, em fila, acordá-la cantando os parabéns com presentes comprados com dinheiro dela que, propositadamente, deixava perdido na casa. Inteligente, fazia rima, em especial exaltando a liberdade. Deixou um legado de união e generosidade. Na velhice, mostrou-se humilde e soube pedir ajuda. Silenciosa, aceitou a morte e partiu sem dizer adeus. Gratidão e paz.

Grace Wanderley de Barros Correia – grace@libertas.com.br

O Mudo e o Papagaio

Um jovem monge foi até o mestre Ji-shou e perguntou: “Como chamamos uma pessoa que entende uma verdade, mas não pode explicá-la em palavras?”
Disse o mestre: “Uma pessoa muda comendo mel”. “E como chamamos uma pessoa que não entende a verdade, mas fala muito sobre ela?” “Um papagaio imitando as palavras de uma outra pessoa”.

Quero saber

O que faço para não infartar no trânsito?

Lúcio

Resposta

Prezado Lúcio,

Por mais estressante que seja temos que cuidar para não deixarmos nos afetar tanto pelas situações externas. Mudar a visão e o comportamento podem ajudar.

Respirar profundo em cada parada no sinal vermelho e fazer disto uma oportunidade de pausa. Exercitar o ficar no momento presente ao invés da ansiedade de chegar. Quem sabe, experimentar a gentileza, sem ter que brigar sempre para ocupar os espaços. Escolher os horários para não ter pressa de chegar. Olhar o entorno, respirar, respirar, respirar…

Atenciosamente,

Grace Wanderley de Barros Correia – CRP 02/0279

As perguntas devem ser enviadas para: libertas@libertas.com.br

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